Descubra os melhores pontos do país neste roteiro África do Sul, incluindo ótimos pontos de mergulho e o que fazer em várias regiões do país.

A África do Sul é um país com inúmeras belezas naturais e que atrai visitantes de todos os lugares do mundo.

Quem nunca se imaginou visitando a região e encontrando os mais diversos tipos de animais em safaris e até mesmo mergulho?

Para isso, fizemos um roteiro África do Sul para quem gosta de aventuras e mergulhos, passando pelos principais pontos deste belíssimo país. Confira.

Roteiro África do Sul

Roteiro África do Sul

Viajamos para África do Sul com o objetivo de documentar o “Sardin Run”. Todo ano, no início do inverno, milhões de sardinhas migram para a costa da África do Sul para procriar, atraindo grupos enormes de golfinhos, diversas espécies aves marinhas, além de baleias, tubarões e outros grandes predadores para um incrível frenesi alimentar.

Soweto

Antes de começar nossa corrida atrás das sardinhas, passamos um dia em Johannesburg, mais precisamente no Soweto, bairro dos negros durante o regime do Apartheid, hoje, uma das maiores concentrações populacionais da África.

Ali viveram Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul e o bispo Desmon Tutu, ambos prêmios Nobel da paz. O lugar foi palco de diversas manifestações e rebeliões que resultaram no fim do regime, graças a forte pressão internacional. Uma boa maneira de conhecer o lado humano da África, muito mais selvagem do que o selvagem.

Fizemos um tour de bicicleta pelas ruas do bairro que nos levou até uma feira livre. Fomos convidados por nosso guia para tomar uma cerveja artesanal feita no local. O líquido, com aspecto de água suja, foi servido em baldinho de praia comunitário dentro de um barraco feito de telhas de amianto, lotado de homens sentados ao redor de um fogareiro.

Depois desta experiência antropológica, um tanto promiscúa e arriscada do ponto de vista da saúde pública, fomos conhecer o memorial de Hector Pieterson, estudante morto pela polícia em uma manifestação, a antiga casa de Nelson Mandela e a parte mais pobre do bairro.

Dali, fomos direto para o centro da cidade e subimos no prédio mais alto da África. Johannesburg assemelha-se muito as cidades norte-americanas com edifícios modernos, grandes shopping centers, subúrbios ricos e uma extensa malha de freeways.

Apesar do fim do regime de segregação racial, ainda é nítido o forte contraste da qualidade de vida dos brancos, na maioria ricos, e dos negros, na maioria pobres. Nada muito diferente do nosso querido Brasil.

Roteiro África do Sul

East London

Na manhã seguinte voamos para East London já sabendo que uma forte frente fria estava passando pela cidade. A previsão era de pelo menos dois dias de tempo ruim. O problema é que choveu demais, chegando a provocar inundações em alguns bairros da cidade.

Nada comum para esta época do ano, que costuma ser fria e seca. No dia que chegamos, mal deu para sair do hotel de tanto que choveu. O mar estava de ressaca e marrom tal a quantidade de sedimentos que eram lançados pelos rios. Ou seja as sardinhas que estavam por ali antes da tempestade, com certeza não iram aparecer nos próximos dias.

O jeito foi reprogramar toda a viagem, ainda mais porque a frente fria estava subindo em direcão a Durban e causando grandes aguaceiros por toda a costa. Perdemos dois dias, ligando para os hotéis, companhias aéreas e operadores de mergulho até definir um novo roteiro. A melhor solução foi esquecermos a sardinhas até o tempo firmar e ir a Cape Town para mergulhar com os tubarões-brancos.

Mal deu para conhecer East London, mas pelo pouco que pudemos ver entre um pé d’água e outro, a região pareceu ser muito bonita. A principal praia da cidade, excelente para o surf, termina em uma enorme duna de areia branca, onde se pratica o sand board.

O aquário da cidade, o único lugar que conseguimos visitar, avança sobre o mar  e possuí vários tanques que abrigam várias espécies de peixes e invertebrados da fauna local, além de uma piscina com leões-marinhos e viveiros de pinguins e de pelicanos-brancos.

East London - África do Sul

Cape Town

Seguindo o nosso roteiro África do Sul, o tempo ainda estava fechado quando chegamos em Cape Town, mas a previsão para o dia seguinte era de sol com nuvens esparsas. A belíssima Table Moutain, que emoldura a cidade, estava totalmente encoberta por um denso nevoeiro.

Depois de fazer o check-in no hotel, fomos almoçar em Long Street, repleta de bares e restaurantes, lembrando bastante a Bourbon Street de New Orleans. No fim da tarde, as nuvens começaram a abrir e só ai tivemos noção da linda paisagem que nos cercava.

De noite fomos jantar no Waterfront, uma grande marina dentro de um shopping center, ou vice-versa, com vários restaurantes à beira-mar. Um lugar muito bonito e agradável. Demos uma esticada madrugada a dentro para dançar em um rock-bar com música ao vivo em Long Street, que fica bastante agitada principalmente aos sábados à noite.

Roteiro África do Sul

Cabo da Boa Esperança

Alugamos um carro e saímos bem cedo para conhecer o Parque Nacional de Cape Point, onde fica o Cabo da Boa Esperança. Velho conhecido das aulas de história. Bartolomeu Dias, Vasco da Gama, Grandes Navegações, lembra?

Finalmente o tempo abriu depois que o sol esquentou e dissipou a névoa da manhã. A estrada passa por False Bay, onde há pequenas cidades a beira-mar. Não estranhe se o trânsito parar por causa dos babuínos. Eles andam em bandos e costumam circular entre os humanos sem o menor constrangimento. Reviram lixo, invadem casas, fecham estradas e às vezes podem ser agressivos, principalmente quando estão com crias ou sentem-se ameaçados. Nem pense em alimentá-los, a multa é de U$ 500.

Toda região de Cape Point é espetacular e impossível deixar de fora no seu roteiro África do Sul. Altas montanhas invadem o mar e escondem praias magníficas, entre elas Dias Beach. Se você não se controlar, não vai parar de fotografá-la, ainda mais porque a trilha que leva ao farol no alto do cabo tem vários mirantes que proporcionam diferentes angulos desta praia.

A subida também pode ser feita de bondinho, mas não seja preguiçoso porque a caminhada, que leva em torno de meia hora, vale a pena. Ao redor do farol há um terraço com uma vista de 360º que dificilmente vai sair da sua memória. Lá em cima você poderá visitar a antiga casa do faroleiro e lógicamente uma boa loja de souvenirs.

Cabo da Boa Esperança

Dias Beach

Se você ainda tiver pique, não deixe de descer até a Dias Beach, uma das mais bonitas que já conheci e que não pode faltar nesse roteiro África do Sul. Para chegar até ela há uma grande escada que se encontra no meio da trilha que liga o Cape Point ao Cabo da Boa Esperança.

Depois de energizar-se na praia, continue a percurso até o fim da trilha. Você vai chegar ao famoso cabo, repleto de turistas que vieram de onibus pela estrada asfaltada que vem pelo outro lado. Ali a grande atração são as ondas explodindo nos rochedos, que com certeza irão servir de tema para outras muitas fotos. Uma bela maneira de se gastar um dia na África.

No fim da tarde, o nevoeiro voltou e acabou com a brincadeira, foi duro de achar o caminho para o hotel tão densa era neblina. Nem pensamos em sair esta noite. Tinhamos que acordar às quatro da manhã para viajar pelo menos duas horas de carro a Gansbaai. A saída do barco que nos levaria para mergulhar com tubarões-brancos (Carcharodon carcharias) estava marcada para às oito e meia.

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Gansbaai

Seguindo nosso roteiro África do Sul, a viagem até Gansbaai é muito bonita, ainda mais no amanhecer.

A maioria das operadoras partem do pequeno porto de Klein Bay para as Ilhas Dyer, onde há uma grande colônia de leões-marinho-do-cabo, prato predileto dos grandes brancos.

Saímos para o mar com vento forte e com ondas grandes e espaçadas.

Ancoramos com o barco jogando bastante. A jaula foi colocada no mar e um caldo de sangue e restos de peixes começou a ser lançado na água para atrair os tubarões.

Depois de cerca de 40 minutos de espera, apareceu um solitário tubarão-branco de aproximadamente 3 metros e começamos o revezamento de mergulhadores na jaula, que comportava três de cada vez.

Quando ele vinha abocanhar uma das iscas, ela era puxada rapidamente na tentativa de trazer o bicho para próximo da jaula.

O mergulho com tubarões-brancos como é feito em Gansbaai é força de expressão. Só se consideramos que afundar o rosto na água com uma máscara no rosto por poucos segundos, quando o tubarão passa em frente a jaula é mergulho. De qualquer forma, o animal é bonito o bastante para fazer valer o passeio e além de tudo pode render ótimas fotos.

Para piorar o tubarão não se sentiu nem um pouco atraído pelas iscas puxadas em nossa direção. Só consegui fazer algumas fotos de longe, por isto resolvemos passar a noite em Gansbaai e tentar melhor sorte no dia seguinte. Infelizmente, o mar estava ainda mais agitado.

Visitamos o Cabo Agulhas, o ponto mais ao sul da África, distante uma hora de carro de Gansbaai. Nada demais, ainda mais se comparado em beleza natural com Cape Point. Almoçamos por lá, depois de fotografar o farol construído em 1840 e voltamos para Cape Town.  

Roteiro África do Sul

Durban

Cruzamos a África do Sul de avião para dar continuidade a nossa busca às sardinhas encantadas. Chegamos em Durban, no final da tarde e passamos a noite na cidade. 

Somente para efeito de comparação, Durban está para Recife, assim como Johannesburg para S.Paulo e Cape Town para o Rio de Janeiro.

Jantamos no Ushaka Marine World, uma mistura de parque aquático, aquário marinho e shopping center localizado a beira mar, em um dos extremo da Golden Mile, a praia principal da cidade e onde ficam os melhores hotéis.

Optamos em ficar baseados em Rock Bay, praia próxima a Unkomass. Ao largo desta cidade fica o Aliwal Shoal, um dos melhores pontos do mundo para mergulhar com tubarões-tigres, galha-pretas ocêanicose com os mangonas que nesta época no ano acasalam neste parcel. Se não houvesse sardinhas, pelo menos os tubarões estariam garantidos.

A operadora de mergulho Blue Wilderness tinha programado para o dia seguinte uma saída de Port Edwards ainda mais ao sul. Esta seria sua última tentativa de encontrar sardinhas neste local, depois retornariam as suas atividades normais em Rock Bay.

Combinaram que as cinco da manhã passariam para nos pegar, para às 6h30 estarmos na água e começar um jogo de espera que duraria pelo menos até às 15h00. Como os cardumes estão em constante movimento, iríamos passar a maior parte do tempo navegando de inflável pra baixo e pra cima.

O motorista chegou na hora, mas só para nos avisar que a saída havia sido cancelada. Uma frente fria estava para entrar com ventos acima de 30 nós.

Como todas outras operadoras de mergulho já estam com saídas lotadas, alugamos um carro, fomos almoçar e depois conhecer as praias da região. 

Mergulho em Durban

Finalmente conseguimos mergulhar. A frente fria atrasou e a previsão era dela entrar só no meio da tarde. Embarcamos em uma praia na foz de um rio em Unkomass e fomos de barco inflável até um ponto conhecido como Cathedral. É ali que os tubarões-magonas constumam acasalar. Foi só descer até uma pequena gruta a 18 metros de profundidade para encontrar mais de 10 tubarões.

Os mangonas nadavam tranquilamente, bem devagar e pouco se incomodaram com nossa presença. Pareciam meio abobalhados, vinham em nossa direção e quase chegavam a trombar conosco. Quando percebiam que iam bater, tomavam um baita susto, emitiam um som como se fosse uma explosão e fugiam em disparada por alguns metros. Depois continuavam a nadar na maior calma, como se nada tivesse acontecido.

Passamos o mergulho todo com eles ao redor, mesmo quando deixamos o ponto de mergulho para explorar o recife. Uma bela formação rochosa, cercada por uma interessante fauna marinha com muitas espécies de peixes tropicais e também de água fria. Voltamos para terra com o tempo fechando.

Seriam pelo menos mais dois dias sem mergulhos. O jeito foi mudar novamente nosso roteiro original. Resolvemos partir para o Hluhluwe Game Reserve, 400 Km ao norte de Durban, onde faríamos um safari, para depois ir a Sodwana Bay e então retornar para o Aliwal Shoal para terminar nosso roteiro África do Sul

Hluhluwe e Santa Lúcia

Viajamos com tempo bom, mas a frente fria chegou durante a noite e tornou nosso safari úmido e frio. Antes do amanhecer, já estávamos assistindo um grupo de hienas devorando um búfalo. Paramos para o café da manhã e para avistar macacos.

Logo depois, demos de cara com uma girafa no meio da estrada, mais a frente dois rinocerontes e na sequência um grande elefante interrompeu nosso caminho. Ficamos quase meia hora parados esperando ele dar passagem. Ninguém mexe com eles por que costumam atacar os carros.

Passamos por um rio onde alguns crocodilos dormiam. Almoçamos em uma ravina com paisagem pré-histórica habitada por pássaros exóticos.

A tarde cruzamos com um gnu, outros dois rinocerontes, uma girafa e um bando de cachorros do mato raramente avistados na reserva. No retorno para hotel, depois de 13 horas congelantes em um carro de safari aberto, passamos de novo pelas hienas que ainda se alimentavam com os restos da carcaça do búfalo. Mas não vimos leões, nem leopardos que costumam passar os dias frios dormindo.

O sol voltou a brilhar, mas antes de mergulharmos em Sodwana Bay, passamos um dia no estuário do lago Santa Lúcia fazendo um safari de barco. Muitos hipopótamos, poucos crocodilos e um belíssimo pôr-do-sol.

Roteiro África do Sul

Sodwana Bay

Seguindo pelo roteiro África do Sul, Sodwana Bay é o principal e mais famoso destino de mergulho do país. Ali estão os recifes de corais mais ao sul de todo planeta. Eles correm paralelo ao litoral bem próximos a costa e seguem na direção norte para além da fronteira com Moçambique.

A fauna marinha é típica do Indo-Pacífico, com peixes coloridíssimos como o imperador, ídolo-mouro, leão, borboleta e exóticos como o folha e o sapo. Alcionários e outras espécies de corais moles e pétreos, além de grandes anêmonas com simpáticos peixes-palhaços deixam fundo bastante decorado, mas quem chama mesmo a atenção são os grandes cardumes de corcorócas, as enormes garoupas, tartarugas e moréias-pintadas.

Golfinhos, tubarões-baleias, tubarões-mangona e até mesmo baleias-jubartes também costumam frequentar estes recifes de corais. A visibilidade raramente fica abaixo dos 15 metros e no inverno chega a atingir mais 20 metros.

Passamos dois dias mergulhando por lá. O sol desta vez não falhou e vimos tudo que foi descrito acima, menos os mangonas. Até mesmo um tubarão-baleia, que é raro nesta época do ano, passou por debaixo de nosso barco quando voltávamos de um mergulho, acompanhado por um grupo de golfinhos.

Avistamos também a silhueta de uma jubarte e seu filhote passando ao longe, logo no primeiro mergulho. Ficamos no Coral Divers, um excelente dive-resort com chalés espalhados por uma mata repleta de macacos. 

Na tarde do segundo dia fomos assistir o pôr-do-sol no Lago Sibaya, reduto de hipopótamos, crocodilos e aves aquáticas que vivem em suas águas cristalinas cercadas por dunas.

Aliwal Shoal

Voltamos para Aliwal Shoal na esperança de que a queda na temperatura da água pudesse fazer com que as sarinhas aparecessem novamente.

 Mal passamos a arrebentação para começarmos avistar baleias-jubartes por todo lado. Centenas delas migrando em direção ao norte. Esquecemos momentaneamte o objetivo original e fomos atrás delas.

Caímos na água na rota de um grupo, mas elas passam a nossa direita. Repetimos a operação e novamente elas nos evitam. Ficamos em espera passiva na água esperando que elas venham até nós, mas não ficaram curiosas o suficiente para se aproximarem.

Deixamos as baleias de lado e fomos para os tubarões. Uma hora lançando caldo de peixe na água sem sinal deles, até que finalmente aparecem alguns galha-negras, inclusive um pequeno tubarão-tigre que rodeia de longe, encerrando por ali o nosso roteiro África do Sul.

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Perguntas frequentes

Quais locais incluir no roteiro África do Sul?

A África do Sul é maravilhosa e alguns lugares não podem faltar na sua lista como Cape Town, Aliwal Shoal e Sodwana Bay. Confira tudo em nosso post.

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Alcides Falanghe

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