Um roteiro na Polinésia Francesa bem montado combina pelo menos três ilhas: Tahiti como porta de entrada, Bora Bora para o mar de cartão-postal e Moorea para as montanhas dramáticas. Segundo dados da Direction du Tourisme de Polynésie Française, o destino recebe cerca de 300 mil turistas por ano, mas ainda preserva uma cultura polinésia autêntica e praticamente intacta.

Se você está montando um roteiro Polinésia Francesa e só encontra sugestões de bangalôs sobre a água e resorts de luxo, eu preciso te contar que existe um lado completamente diferente dessas ilhas, e ele é ainda mais bonito.

Roteiro Polinésia Francesa: Ilhas, dicas e o que fazer
Sou Vivi Falanghe, jornalista de viagens e fundadora do Viva o Mundo, e morei um mês na Polinésia Francesa em airbnbs, me movendo de ilha em ilha de ônibus, caiaque, veleiro e moto alugada.

O que eu encontrei foi um dos lugares mais autênticos do planeta: cultura preservada, gastronomia única, danças e coroas de flores que fazem parte do cotidiano, trilhas com cachoeiras escondidas e um ritmo de vida que a globalização ainda não chegou para desfigurar.

A Polinésia que a maioria dos viajantes não vê, e que eu não consigo parar de querer voltar.

Neste guia, eu te mostro o roteiro que eu fiz, ilha por ilha, com o que vale a pena fazer em cada parada, quanto tempo ficar, onde se hospedar fora do resort e as dicas práticas que só quem passou um mês vivendo como local consegue dar.

Ao terminar, você vai saber exatamente como montar o seu roteiro, seja para duas semanas ou um mês inteiro.

Por que seu roteiro Polinésia Francesa precisa ir além de Bora Bora?

A Polinésia Francesa é um conjunto de 118 ilhas e atóis espalhados pelo Pacífico Sul, agrupados em cinco arquipélagos: Sociedade, Tuamotu, Marquesas, Gambier e Australes. Segundo dados da Direction du Tourisme de Polynésie Française, apenas as ilhas da Sociedade, onde ficam Tahiti, Moorea e Bora Bora, concentram a grande maioria das visitas.

O problema é que parar só em Bora Bora significa perder o melhor do destino. Huahine, por exemplo, foi a maior surpresa da minha viagem inteira: menos turistas, plantações de baunilha, lagunas de um azul que parece editado e uma vida local completamente autêntica. Raiatea, por sua vez, guarda o sítio arqueológico mais importante de toda a Polinésia.

A cultura polinésia, aliás, é um argumento à parte. As danças do ‘Ori Tahiti, a tatuagem (que, segundo historiadores e a própria cultura local, nasceu aqui antes de qualquer outra civilização), a música, a gastronomia do mercado de Papeete: tudo isso não está nos resorts. Está na ilha, nas ruas e nas pessoas.

Quantas ilhas incluir no roteiro?

Para dois a três dias em cada destino, um roteiro de duas semanas consegue cobrir Tahiti, Moorea e Bora Bora com conforto, além de uma quarta ilha opcional. Com três semanas ou mais, você consegue incluir Raiatea e Huahine sem correria.

Eu passei um mês no total e ainda assim saí com a sensação de que deixei coisas para voltar.

Mas a lógica do roteiro que funcionou para mim foi a seguinte: começar por Tahiti como base logística, seguir para as ilhas menos visitadas enquanto ainda se tem energia, e terminar em Bora Bora ou Moorea, que são as mais estruturadas para turista.

Os voos entre ilhas são operados principalmente pela Air Tahiti, com rotas frequentes saindo de Papeete. O custo é relevante: conte entre 80 e 200 euros por trecho, dependendo da rota e da antecedência da compra. Os preços variam e recomendo conferir diretamente no site oficial da companhia antes de planejar.

Roteiro Polinésia Francesa: Ilhas, dicas e o que fazer
Planejar um roteiro pela Polinésia Francesa vai muito além de Bora Bora. Tahiti, Moorea e outras ilhas revelam uma cultura preservada e paisagens inesquecíveis.

Roteiro Polinésia Francesa: Parada 1, Tahiti (4 Dias)

Tahiti é a entrada obrigatória porque o Aeroporto Internacional de Papeete, o Faa’a, é o único hub com voos intercontinentais regulares. A maioria dos viajantes passa apenas uma noite aqui antes de pegar o próximo voo, mas eu recomendo ficar quatro dias, e foi exatamente isso que eu fiz.

O centro de Papeete tem um mercado municipal, o Marché de Papeete, que funciona a partir das 5h da manhã e é onde você vai experimentar o poisson cru, o prato nacional da Polinésia: peixe cru marinado em leite de coco com legumes. A textura é firme, o coco é adocicado e o limão corta tudo no final.

Nada parecido com sashimi.

Dá para se locomover de ônibus pela ilha toda. Eu dei a volta completa em Tahiti de ibus, parando em cachoeiras, vilas de pescadores e mirantes. A parada que mais me surpreendeu foi Teahupoo, no sul da ilha, onde acontece anualmente uma etapa do Campeonato Mundial de Surfe da WSL.

Tive a sorte de estar lá em agosto, no mesmo período da edição, e assistir de camarote os melhores surfistas do mundo na onda mais perigosa do planeta. Precisei reservar um barco local, que custa USD 80 por hora, para assistir de pertinho a onda. 

O que fazer em Tahiti fora do óbvio?

Além do mercado e de Teahupoo, o Museu da Pérola de Tahiti e o Museu de Tahiti e das ilhas explicam a história polinésia com muito mais profundidade do que qualquer guia de turismo consegue. A entrada é barata e vale cada minuto.

Na minha última noite em Tahiti, já no final do mês, eu fiz uma tatuagem polinésia. É preciso entender o que isso significa aqui: a tatuagem polinésia foi criada nessas ilhas, e os tatuadores tradicionais não deixam você escolher o desenho. Você conta sua história de vida e eles constroem os símbolos a partir dela.

A minha ficou um rabo de baleia, que virada ao contrário também é uma raia manta, e cada elemento tem um significado que eu ajudei a criar sem escolher nada.

Se precisar de chip ou eSIM para se conectar durante a viagem, vale pesquisar antes de embarcar. Eu uso eSIM em quase todas as viagens longas e já testei diversas opções, incluindo a Airalo, que tem cobertura para a Polinésia. Para saber como escolher a melhor opção, confira nosso guia sobre qual o melhor eSIM internacional e como usar.

Se você vai precisar de internet nas ilhas, a Airalo cobre a Polinésia Francesa: veja os planos disponíveis em Airalo antes de embarcar.

Como Tahiti é a base para explorar a Polinésia Francesa, escolher bem a hospedagem ajuda a aproveitar a ilha e organizar o restante do roteiro com mais tranquilidade.

Parada 2 do Roteiro: Raiatea e Huahine, as ilhas que poucos visitam

Raiatea é a segunda maior ilha da Polinésia Francesa e abriga Taputapuātea, um marae (sítio sagrado polinésio) inscrito como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 2017. É o centro espiritual de toda a cultura polinésia e praticamente nenhum roteiro padrão inclui uma visita de verdade aqui.

Eu fiquei em um airbnb de frente para um atol onde era possível atravessar de caiaque. O fundo do mar ali tem uma clareza que te faz ver cada coral a três metros de profundidade sem nenhum equipamento especial.

Demos a volta à ilha de carro em um único dia, sem pressa, e o ritmo era completamente diferente de Bora Bora: sem loja de souvenir a cada esquina, sem jet-ski roncando.

Huahine foi a maior surpresa de toda a viagem. A ilha tem plantações de baunilha (a polinésia é uma das principais produtoras mundiais), uma laguna dupla com tonalidades de verde-turquesa que parecem irreais e uma vida noturna que é literalmente os moradores tocando ukulele na varanda.

Parte do charme está no fato de que o turismo de massa ainda não chegou por aqui, e a gente pode ajudar a manter assim visitando com respeito.

Explorar Raiatea e Huahine de carro permite conhecer praias, vilas e mirantes no seu próprio ritmo, sem depender de horários ou passeios organizados.

Como chegar de Raiatea para Bora Bora de Veleiro?

De Raiatea, fiz um charter de veleiro por sete dias cobrindo Fa’a’a, Bora Bora e Huahine. Não é uma opção para todos os orçamentos, mas existe uma alternativa mais acessível: o ferry Maupiti Express, que conecta Raiatea, Bora Bora, Taha’a e Huahine. Confirme os horários diretamente com a companhia, pois eles mudam por temporada.

A navegação de veleiro entre as ilhas te dá um ângulo completamente diferente do destino. Você ancora na laguna de Bora Bora ao amanhecer, com o Monte Otemanu à frente, e entende por que esse lugar aparece em tantas fotos.

Só que a vista do convés é diferente da vista do bangalô: você vê o mesmo azul, mas de dentro da água, com todo o recife ao redor.

Raiatea e Huahine ficam muito mais fáceis de explorar de carro. Antes da viagem, vale comparar as opções disponíveis para encontrar a que melhor se encaixa no seu roteiro.

Roteiro Polinésia Francesa: Bora Bora além dos resorts (10 Dias)

Bora Bora é o cartão-postal mais famoso da Polinésia Francesa, mas existe um detalhe que a maioria dos guias não conta: os turistas ficam nos atóis ao redor da ilha principal, nos resorts de bangalôs sobre a água.

A ilha em si, onde fica o Monte Otemanu com seus 727 metros, as trilhas, os mirantes e a vida local, fica praticamente vazia de visitantes.

Eu fiquei dez dias na ilha principal, em um airbnb. Aluguei uma moto por cerca de 50 euros por dia e explorei cada mirante, cada praia escondida e cada trecho de trilha que consegui encontrar. O mergulho ao redor da ilha é excelente: raias-jamanta, tubarões de recife e uma diversidade de coral que não aparece nas fotos dos resorts.

O aluguel de moto, aliás, é a melhor forma de se locomover dentro de Bora Bora. A estrada principal circunda a ilha toda e você percorre o trajeto completo em menos de uma hora sem parar. Com as paradas, conta um dia inteiro e ainda sobra tempo para mergulho.

Onde ficar em Bora Bora Fora do resort?

Os resorts de bangalô sobre a água em Bora Bora são o que a maioria das pessoas imagina quando pensa no destino. O Four Seasons Bora Bora e o InterContinental Thalasso Bora Bora são duas das referências mais conhecidas, com diárias que chegam facilmente a 1.500 dólares.

Para quem quer viver o ritmo da ilha sem gastar uma fortuna em resort, a opção é buscar airbnbs e guesthouses na ilha principal, o motu principal. Os preços são significativamente menores e você acorda com o Monte Otemanu na janela em vez de um atol com dezenas de outros bangalôs ao redor.

Os preços de hospedagem variam muito por temporada. Confirme valores diretamente com os proprietários e nas plataformas oficiais antes de reservar, já que os números mudam com frequência.

Nem todo mundo sonha com um bangalô sobre a água. Se esse também é o seu caso, compare as hospedagens na ilha principal e encontre a opção que combina com o seu estilo de viagem.

Trilhas e Mergulho em Bora Bora

A trilha até o topo do Monte Otemanu é tecnicamente exigente e requer guia local. Existe uma trilha alternativa, menos íngreme, que sobe até o Col de la Matira e oferece vistas da laguna de todos os ângulos.

Eu fiz essa segunda opção e a vista no final, com o azul da laguna de um lado e o azul do oceano do outro, justifica cada metro de subida.

Para mergulho, as excursões de snorkel com raias-jamanta saem da marina principal e custam entre 80 e 120 euros por pessoa, dependendo do operador. As raias são dóceis e se aproximam porque os guias locais alimentam o ponto há décadas.

Vale a pena ir uma vez, mas procure operadores que não alimentam os animais durante o passeio, para preservar o comportamento natural deles.

Última Parada: Moorea e as montanhas mais dramáticas da Polinésia

Moorea fica a 17 quilômetros de Tahiti e o ferry leva 30 minutos. É a ilha com o perfil de montanha mais fotogênico de toda a Polinésia Francesa: o Monte Rotui e o Monte Tohivea formam silhuetas que parecem cenário de filme de aventura.

Tem um detalhe importante sobre Moorea que poucos guias mencionam: a ilha tem apenas uma praia pública, a Plage du Temae. Todo o resto do litoral é de acesso privado, ligado às hospedagens.

Por isso, a escolha do airbnb ou pousada aqui é mais estratégica do que em qualquer outra ilha: se o seu alojamento não tiver acesso à praia, você vai precisar fazer day-use nos resorts para chegar na água.

Eu fiquei em um airbnb com praia particular. O acesso era por uma trilha de pedras de dois minutos, o que para mim foi perfeito: acordar, pegar uma prancha de SUP que estava no quintal e entrar no mar antes do café.

Esse tipo de detalhe, que só aparece quando você lê as avaliações com atenção, faz toda a diferença em Moorea.

O Que fazer em Moorea: Mirantes, Culinária e Baleias

O Belvedere Lookout é o mirante mais famoso de Moorea e aparece em praticamente toda foto promocional da ilha. A vista das duas baias, Opunohu e Cook, com as montanhas ao fundo, é a imagem mais reproduzida da Polinésia Francesa depois dos bangalôs de Bora Bora.

Chegar de carro leva cerca de 20 minutos da costa e a estrada é bem sinalizada.

Fiz uma aula de culinária polinésia por meio de uma experiência do Airbnb com uma moradora local. Em duas horas, aprendi a preparar o poisson cru do zero, incluindo como espremer o leite de coco fresco na mão. A textura das fibras do coco na palma é algo que você lembra toda vez que come o prato depois.

Moorea também é um dos pontos mais conhecidos para observação de baleias-jubarte entre julho e outubro, segundo dados da Direction des Ressources Marines de Polynésie Française. Não consegui fazer esse passeio durante minha estadia, e foi minha única frustração no mês inteiro. Se for na temporada certa, não deixe para depois: as saídas lotam rapidamente.

Em Moorea, a localização da hospedagem faz toda a diferença. Escolher bem onde ficar pode significar acordar com acesso direto à praia e aproveitar muito mais a ilha.

Day-Use no Sofitel de Moorea: Vale a Pena?

Fiz um day-use no Sofitel Moorea Ia Ora Beach Resort durante minha semana na ilha. O acesso à praia particular do resort, às piscinas e ao restaurante custou cerca de 80 euros por pessoa na época, com consumação incluída.

Vale a pena se você quiser experimentar a estrutura dos resorts de bangalô sem pagar uma diária completa. A praia do Sofitel tem o fundo de areia fina e as águas calmas da laguna, com os bangalôs ao fundo formando aquele visual clássico.

Para o almoço, o poisson cru do restaurante era bom, mas o que encontrei no mercado de Papeete continuou sendo a referência.

Confirme os valores e a disponibilidade do day-use diretamente com o hotel antes de ir, pois as condições mudam por temporada e nem sempre estão disponíveis para visitantes externos.

Roteiro Polinésia Francesa: Tabela de Dias por Ilha

Para organizar a viagem de forma prática, eu montei a tabela abaixo com o tempo mínimo e o tempo ideal para cada ilha, baseado no roteiro que vivi e nas conversas com outros viajantes que conheci por lá.

IlhaTempo MínimoTempo IdealDestaque Principal
Tahiti2 dias4 diasMercado de Papeete, Teahupoo, volta de ônibus
Raiatea2 dias3 diasSítio arqueológico Taputapuātea, laguna de caiaque
Huahine2 dias3 diasLaguna dupla, baunilha, vida local autêntica
Bora Bora4 dias10 diasMonte Otemanu, mergulho com raias, moto pela ilha
Moorea3 dias7 diasMirante Belvedere, montanhas, baleias-jubarte

Os tempos acima refletem minha experiência pessoal e podem variar de acordo com o ritmo de cada viajante e os interesses específicos de cada um. Quem quer fazer mergulho extensivo em cada ilha vai precisar de mais dias; quem prefere só a vista e os mirantes consegue cumprir com menos.

Quando ir à Polinésia Francesa: Melhor Época por Atividade

A Polinésia Francesa tem dois grandes períodos climáticos, segundo dados da Météo France Polynésie: a estação seca, de maio a outubro, com temperaturas entre 22°C e 29°C e menor probabilidade de chuva; e a estação úmida, de novembro a abril, com calor mais intenso, umidade elevada e ciclones ocasionais.

A estação seca é a preferida pela maioria dos viajantes e também pelo turismo de lua de mel. Julho e agosto são os meses mais movimentados, o que significa voos mais caros e hotéis com menos disponibilidade.

Eu estive em agosto e confirmo: mesmo na alta temporada, a sensação de lotação que a gente tem em destinos de massa da Europa não existe aqui.

  • Para quem quer observar baleias-jubarte, o período é de julho a outubro;
  • Quem quer surfar ou apenas assistir o surfe de elite, o campeonato da WSL em Teahupoo acontece geralmente em agosto;
  • Para quem quer mergulho mais barato e menos turistas, maio e junho são a janela mais equilibrada.

Aviso Sobre Condições Climáticas

As informações climáticas acima são baseadas em padrões históricos e em dados de órgãos meteorológicos oficiais. O clima pode variar de forma imprevisível e algumas atividades, como passeios de barco e trilhas, dependem das condições do dia. Confirme sempre com os operadores locais antes de fechar qualquer passeio.

Quanto custa viajar para a Polinésia Francesa?

A Polinésia Francesa é um dos destinos mais caros do mundo quando se fala em hospedagem de resort. O franco CFP (XPF) é a moeda local, e o custo de vida é elevado por razões estruturais: tudo o que não é produzido localmente precisa ser importado, o que encarece alimentos, combustível e materiais de construção.

Dito isso, é possível fazer a viagem com um orçamento bem diferente do que os pacotes de luxo sugerem. Em airbnbs e guesthouses locais, eu gastava entre 80 e 150 euros por noite para casal. As refeições no mercado e nos restaurantes locais custavam entre 10 e 20 euros por pessoa.

O custo alto vem mesmo do voo internacional e dos voos entre ilhas.

Um roteiro de duas semanas para casal, com voos domésticos, hospedagem em airbnb e alimentação nos restaurantes locais, costuma sair entre R$ 11.000 e R$ 15.000 por pessoa, dependendo de onde você parte.

Os valores acima são referências baseadas na minha experiência e podem variar significativamente. Confirme preços atuais nas plataformas e companhias aéreas antes de fechar qualquer reserva.

Como economizar na Polinésia Francesa sem abrir mão do conforto

Algumas escolhas concretas que me ajudaram a controlar o orçamento durante o mês todo:

  • Airbnbs na ilha principal em vez de atóis: o preço cai à metade e a experiência é mais autêntica
  • Aluguel de carro ou moto para dar a volta nas ilhas: mais barato que tour organizado e muito mais flexível
  • Mercado de Papeete para refeições: o poisson cru do mercado custa menos que um cappuccino em aeroporto europeu
  • Voos domésticos comprados com antecedência via Air Tahiti: os preços sobem muito quando a rota enche
  • Planejar o roteiro para minimizar idas e vindas a Tahiti: cada trecho extra é um custo a mais

Para internet durante a viagem, um eSIM comprado antes de embarcar é mais barato e prático do que o chip local. Veja o nosso post sobre chip internacional e como escolher o melhor para entender as opções disponíveis para a Polinésia.

Para ficar conectado nas ilhas sem depender de wi-fi de hotel, veja as opções de eSIM para Polinésia Francesa na Airalo antes de embarcar.

O que fazer na Polinésia Francesa: Lista Por Ilha

Para facilitar o planejamento, reúno aqui as experiências que realmente valem a pena em cada ilha, baseadas no que eu vivi. Não é uma lista exaustiva: é uma curadoria de quem passou um mês e viveu o destino de dentro para fora.

Tahiti

  • Mercado de Papeete logo cedo: chegar antes das 7h para pegar o movimento dos moradores locais
  • Passeio de ônibus pela costa sul até Teahupoo: a vista da onda do ponto da estrada já impressiona
  • Volta à ilha de ônibus com paradas em cachoeiras: o Faarumai Waterfalls é acessível e vale
  • Tatuagem polinésia tradicional: pesquise tatuadores com referência, o processo é longo e irreversível
  • Museu de Tahiti e das Ilhas: contexto cultural que transforma o resto da viagem

Raiatea

  • Sítio arqueológico de Taputapuātea: Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, com um peso histórico que você sente nos pés ao caminhar pelos maraes
  • Caiaque pelo atol em frente à hospedagem: a água é tão rasa que você enxerga o fundo a cada remada
  • Volta à ilha de carro: sem pontos turísticos marcados, só estrada, mar e silêncio

Huahine

  • Laguna dupla de barco ou caiaque: a tonalidade da água muda de acordo com a profundidade do fundo
  • Plantações de baunilha: algumas fazendas recebem visitantes e vendem direto
  • Simplesmente andar pela vila: Fare, a principal vila de Huahine, tem cafés, uma padaria e moradores que cumprimentam quem passa

Bora Bora

  • Moto pela ilha principal: o trajeto completo é menos de 30 quilômetros e você para onde quiser
  • Trilha até o Col de la Matira: vista das duas lagunas ao mesmo tempo
  • Mergulho com raias-jamanta: escolha operadores que não alimentam os animais durante o passeio
  • Almoço local fora dos resorts: na vila principal existem alguns restaurantes simples com preços honestos

Moorea

  • Belvedere Lookout: a vista mais famosa da Polinésia Francesa, acessível de carro
  • Aula de culinária com moradora local: procure experiências locais em plataformas de hospedagem
  • Day-use em resort de laguna: se quiser experimentar os bangalôs sem pagar a diária
  • Passeio de observação de baleias-jubarte (julho a outubro): reserve com antecedência, os passeios enchem rápido

Documentação, visto e dicas antes de ir

A Polinésia Francesa é um território ultramarino da França. Brasileiros não precisam de visto para estadias de até 90 dias, mas precisam apresentar passaporte válido, comprovante de hospedagem, passagem de volta e seguro saúde válido para o período. As regras de entrada podem mudar: confirme sempre no site do consulado francês antes de viajar.

O idioma oficial é o francês, mas o tahitiano é amplamente falado. Nas ilhas menores, falar algumas palavras em tahitiano, como ia ora na para ‘olá’ e māuruuru para ‘obrigado’, muda completamente a forma como os moradores te recebem. É esse tipo de detalhe que transforma uma visita turística em uma troca real.

Leve protetor solar mineral, não o filtro solar convencional com oxibenzona, que está proibido na Polinésia Francesa por danos comprovados aos corais. A fiscalização nos pontos de mergulho é real e os produtos são apreendidos. A Administração da Polinésia Francesa regulamentou a proibição em 2020 e mantém a aplicação ativa.

Um bom seguro viagem permite aproveitar a Polinésia Francesa com muito mais tranquilidade, principalmente em um destino formado por diversas ilhas.

Conectividade nas Ilhas: Internet e eSIM

A cobertura de dados nas ilhas principais é razoável, mas nas ilhas menores e nos atóis pode ser irregular ou inexistente. Em Raiatea e Huahine, eu ficava sem sinal em algumas partes da ilha durante passeios de carro.

Comprar um eSIM antes de embarcar é a forma mais prática de garantir conexão nas áreas com cobertura, sem depender do wi-fi dos hotéis. A Airalo tem planos para a Polinésia Francesa que funcionam bem nas ilhas principais. Para entender como os eSIMs funcionam e como ativar sem complicação, veja nosso post sobre eSIM internacional: qual é o melhor e como usar.

Vale a pena fazer um roteiro pela Polinésia Francesa?

Um roteiro Polinésia Francesa bem planejado vai muito além dos bangalôs sobre a água de Bora Bora. As ilhas menos visitadas, como Huahine e Raiatea, guardam uma autenticidade que cada vez é mais rara no turismo mundial.

A tatuagem que eu fiz em Tahiti, a aula de culinária em Moorea, o caiaque no atol de Raiatea ao amanhecer: essas são as memórias que ficam, não o nome do resort no cartão de embarque.

Se você quer planejar uma viagem para a Polinésia Francesa fora do óbvio, o primeiro passo é abrir a agenda e calcular quantos dias você tem. Com duas semanas, já dá para sentir o destino de verdade. Com um mês, você pode virar local por um tempo. E se quiser continuar explorando destinos de natureza fora do óbvio, veja também nossa lista dos 25 melhores lugares para viajar no mundo para a sua próxima aventura.

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Perguntas frequentes

Qual é o melhor roteiro Polinésia Francesa para 2 semanas?

Para duas semanas, o roteiro que funciona melhor inclui quatro dias em Tahiti, dois a três dias em Moorea (de ferry, 30 minutos) e cinco a seis dias em Bora Bora, com uma noite em Raiatea ou Huahine se houver flexibilidade de voo. É o roteiro que cobre as diferenças de paisagem, montanha e laguna sem correria excessiva.

Quanto custa uma viagem para a Polinésia Francesa?

Os custos variam muito dependendo do tipo de hospedagem. Em resorts de luxo, as diárias em Bora Bora podem ultrapassar 1.500 dólares por noite. Em guesthouses, a hospedagem custa entre 80 e 150 euros por noite para casal. O voo internacional e os voos domésticos entre ilhas são os maiores custos fixos.

Qual a melhor época para visitar a Polinésia Francesa?

A estação seca, entre maio e outubro, é a mais indicada para a maioria das atividades: temperatura entre 22°C e 29°C, menos chuva e mar mais calmo. Julho e agosto têm mais turistas e preços mais altos, enquanto maio e junho oferecem um equilíbrio entre clima bom e menor movimento.

Vale a pena visitar Moorea além de Bora Bora?

Moorea tem as montanhas mais dramáticas de toda a Polinésia Francesa e uma estrutura melhor para hospedagem fora de resort do que Bora Bora. A única atenção é que a ilha tem apenas uma praia pública, então a escolha da hospedagem com acesso ao mar é estratégica.

Como se locomover entre as ilhas da Polinésia Francesa?

Os voos domésticos da Air Tahiti são a principal opção para cobrir distâncias maiores, com rotas partindo de Papeete. Entre Tahiti e Moorea, o ferry é a opção que custa muito menos que o voo. Entre Raiatea, Bora Bora, Taha’a e Huahine, existe o ferry.

Escrito por Virginia Falanghe
Jornalista de viagens e especialista em marketing digital de turismo, Virginia transformou sua paixão por viagens e aventuras em profissão. Já conheceu os cinco continentes com algumas paradas longas na Austrália, EUA, Portugal, Canadá, além de três meses a bordo de um catamarã pelas ilhas do Caribe. Saiu do mundo corporativo onde trabalhou nos principais veículos de comunicação do país e há mais de uma década lidera projetos que conectam mais pessoas ao mundo. Atualmente, é CEO da agência Pura, editora-chefe do Viva o Mundo e Pousadas Incríveis.