Um roteiro na Polinésia Francesa bem montado combina pelo menos três ilhas: Tahiti como porta de entrada, Bora Bora para o mar de cartão-postal e Moorea para as montanhas dramáticas. Segundo dados da Direction du Tourisme de Polynésie Française, o destino recebe cerca de 300 mil turistas por ano, mas ainda preserva uma cultura polinésia autêntica e praticamente intacta.
Se você está montando um roteiro Polinésia Francesa e só encontra sugestões de bangalôs sobre a água e resorts de luxo, eu preciso te contar que existe um lado completamente diferente dessas ilhas, e ele é ainda mais bonito.

O que eu encontrei foi um dos lugares mais autênticos do planeta: cultura preservada, gastronomia única, danças e coroas de flores que fazem parte do cotidiano, trilhas com cachoeiras escondidas e um ritmo de vida que a globalização ainda não chegou para desfigurar.
A Polinésia que a maioria dos viajantes não vê, e que eu não consigo parar de querer voltar.
Neste guia, eu te mostro o roteiro que eu fiz, ilha por ilha, com o que vale a pena fazer em cada parada, quanto tempo ficar, onde se hospedar fora do resort e as dicas práticas que só quem passou um mês vivendo como local consegue dar.
Ao terminar, você vai saber exatamente como montar o seu roteiro, seja para duas semanas ou um mês inteiro.
Por que seu roteiro Polinésia Francesa precisa ir além de Bora Bora?
A Polinésia Francesa é um conjunto de 118 ilhas e atóis espalhados pelo Pacífico Sul, agrupados em cinco arquipélagos: Sociedade, Tuamotu, Marquesas, Gambier e Australes. Segundo dados da Direction du Tourisme de Polynésie Française, apenas as ilhas da Sociedade, onde ficam Tahiti, Moorea e Bora Bora, concentram a grande maioria das visitas.
O problema é que parar só em Bora Bora significa perder o melhor do destino. Huahine, por exemplo, foi a maior surpresa da minha viagem inteira: menos turistas, plantações de baunilha, lagunas de um azul que parece editado e uma vida local completamente autêntica. Raiatea, por sua vez, guarda o sítio arqueológico mais importante de toda a Polinésia.
A cultura polinésia, aliás, é um argumento à parte. As danças do ‘Ori Tahiti, a tatuagem (que, segundo historiadores e a própria cultura local, nasceu aqui antes de qualquer outra civilização), a música, a gastronomia do mercado de Papeete: tudo isso não está nos resorts. Está na ilha, nas ruas e nas pessoas.
Quantas ilhas incluir no roteiro?
Para dois a três dias em cada destino, um roteiro de duas semanas consegue cobrir Tahiti, Moorea e Bora Bora com conforto, além de uma quarta ilha opcional. Com três semanas ou mais, você consegue incluir Raiatea e Huahine sem correria.
Eu passei um mês no total e ainda assim saí com a sensação de que deixei coisas para voltar.
Mas a lógica do roteiro que funcionou para mim foi a seguinte: começar por Tahiti como base logística, seguir para as ilhas menos visitadas enquanto ainda se tem energia, e terminar em Bora Bora ou Moorea, que são as mais estruturadas para turista.
Os voos entre ilhas são operados principalmente pela Air Tahiti, com rotas frequentes saindo de Papeete. O custo é relevante: conte entre 80 e 200 euros por trecho, dependendo da rota e da antecedência da compra. Os preços variam e recomendo conferir diretamente no site oficial da companhia antes de planejar.

Roteiro Polinésia Francesa: Parada 1, Tahiti (4 Dias)
Tahiti é a entrada obrigatória porque o Aeroporto Internacional de Papeete, o Faa’a, é o único hub com voos intercontinentais regulares. A maioria dos viajantes passa apenas uma noite aqui antes de pegar o próximo voo, mas eu recomendo ficar quatro dias, e foi exatamente isso que eu fiz.
O centro de Papeete tem um mercado municipal, o Marché de Papeete, que funciona a partir das 5h da manhã e é onde você vai experimentar o poisson cru, o prato nacional da Polinésia: peixe cru marinado em leite de coco com legumes. A textura é firme, o coco é adocicado e o limão corta tudo no final.
Nada parecido com sashimi.
Dá para se locomover de ônibus pela ilha toda. Eu dei a volta completa em Tahiti de ibus, parando em cachoeiras, vilas de pescadores e mirantes. A parada que mais me surpreendeu foi Teahupoo, no sul da ilha, onde acontece anualmente uma etapa do Campeonato Mundial de Surfe da WSL.
Tive a sorte de estar lá em agosto, no mesmo período da edição, e assistir de camarote os melhores surfistas do mundo na onda mais perigosa do planeta. Precisei reservar um barco local, que custa USD 80 por hora, para assistir de pertinho a onda.
O que fazer em Tahiti fora do óbvio?
Além do mercado e de Teahupoo, o Museu da Pérola de Tahiti e o Museu de Tahiti e das ilhas explicam a história polinésia com muito mais profundidade do que qualquer guia de turismo consegue. A entrada é barata e vale cada minuto.
Na minha última noite em Tahiti, já no final do mês, eu fiz uma tatuagem polinésia. É preciso entender o que isso significa aqui: a tatuagem polinésia foi criada nessas ilhas, e os tatuadores tradicionais não deixam você escolher o desenho. Você conta sua história de vida e eles constroem os símbolos a partir dela.
A minha ficou um rabo de baleia, que virada ao contrário também é uma raia manta, e cada elemento tem um significado que eu ajudei a criar sem escolher nada.
Se precisar de chip ou eSIM para se conectar durante a viagem, vale pesquisar antes de embarcar. Eu uso eSIM em quase todas as viagens longas e já testei diversas opções, incluindo a Airalo, que tem cobertura para a Polinésia. Para saber como escolher a melhor opção, confira nosso guia sobre qual o melhor eSIM internacional e como usar.
Se você vai precisar de internet nas ilhas, a Airalo cobre a Polinésia Francesa: veja os planos disponíveis em Airalo antes de embarcar.

Parada 2 do Roteiro: Raiatea e Huahine, as ilhas que poucos visitam
Raiatea é a segunda maior ilha da Polinésia Francesa e abriga Taputapuātea, um marae (sítio sagrado polinésio) inscrito como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 2017. É o centro espiritual de toda a cultura polinésia e praticamente nenhum roteiro padrão inclui uma visita de verdade aqui.
Eu fiquei em um airbnb de frente para um atol onde era possível atravessar de caiaque. O fundo do mar ali tem uma clareza que te faz ver cada coral a três metros de profundidade sem nenhum equipamento especial.
Demos a volta à ilha de carro em um único dia, sem pressa, e o ritmo era completamente diferente de Bora Bora: sem loja de souvenir a cada esquina, sem jet-ski roncando.
Huahine foi a maior surpresa de toda a viagem. A ilha tem plantações de baunilha (a polinésia é uma das principais produtoras mundiais), uma laguna dupla com tonalidades de verde-turquesa que parecem irreais e uma vida noturna que é literalmente os moradores tocando ukulele na varanda.
Parte do charme está no fato de que o turismo de massa ainda não chegou por aqui, e a gente pode ajudar a manter assim visitando com respeito.

Como chegar de Raiatea para Bora Bora de Veleiro?
De Raiatea, fiz um charter de veleiro por sete dias cobrindo Fa’a’a, Bora Bora e Huahine. Não é uma opção para todos os orçamentos, mas existe uma alternativa mais acessível: o ferry Maupiti Express, que conecta Raiatea, Bora Bora, Taha’a e Huahine. Confirme os horários diretamente com a companhia, pois eles mudam por temporada.
A navegação de veleiro entre as ilhas te dá um ângulo completamente diferente do destino. Você ancora na laguna de Bora Bora ao amanhecer, com o Monte Otemanu à frente, e entende por que esse lugar aparece em tantas fotos.
Só que a vista do convés é diferente da vista do bangalô: você vê o mesmo azul, mas de dentro da água, com todo o recife ao redor.
Raiatea e Huahine ficam muito mais fáceis de explorar de carro. Antes da viagem, vale comparar as opções disponíveis para encontrar a que melhor se encaixa no seu roteiro.
Roteiro Polinésia Francesa: Bora Bora além dos resorts (10 Dias)
Bora Bora é o cartão-postal mais famoso da Polinésia Francesa, mas existe um detalhe que a maioria dos guias não conta: os turistas ficam nos atóis ao redor da ilha principal, nos resorts de bangalôs sobre a água.
A ilha em si, onde fica o Monte Otemanu com seus 727 metros, as trilhas, os mirantes e a vida local, fica praticamente vazia de visitantes.
Eu fiquei dez dias na ilha principal, em um airbnb. Aluguei uma moto por cerca de 50 euros por dia e explorei cada mirante, cada praia escondida e cada trecho de trilha que consegui encontrar. O mergulho ao redor da ilha é excelente: raias-jamanta, tubarões de recife e uma diversidade de coral que não aparece nas fotos dos resorts.
O aluguel de moto, aliás, é a melhor forma de se locomover dentro de Bora Bora. A estrada principal circunda a ilha toda e você percorre o trajeto completo em menos de uma hora sem parar. Com as paradas, conta um dia inteiro e ainda sobra tempo para mergulho.
Onde ficar em Bora Bora Fora do resort?
Os resorts de bangalô sobre a água em Bora Bora são o que a maioria das pessoas imagina quando pensa no destino. O Four Seasons Bora Bora e o InterContinental Thalasso Bora Bora são duas das referências mais conhecidas, com diárias que chegam facilmente a 1.500 dólares.
Para quem quer viver o ritmo da ilha sem gastar uma fortuna em resort, a opção é buscar airbnbs e guesthouses na ilha principal, o motu principal. Os preços são significativamente menores e você acorda com o Monte Otemanu na janela em vez de um atol com dezenas de outros bangalôs ao redor.
Os preços de hospedagem variam muito por temporada. Confirme valores diretamente com os proprietários e nas plataformas oficiais antes de reservar, já que os números mudam com frequência.
Nem todo mundo sonha com um bangalô sobre a água. Se esse também é o seu caso, compare as hospedagens na ilha principal e encontre a opção que combina com o seu estilo de viagem.
Trilhas e Mergulho em Bora Bora
A trilha até o topo do Monte Otemanu é tecnicamente exigente e requer guia local. Existe uma trilha alternativa, menos íngreme, que sobe até o Col de la Matira e oferece vistas da laguna de todos os ângulos.
Eu fiz essa segunda opção e a vista no final, com o azul da laguna de um lado e o azul do oceano do outro, justifica cada metro de subida.
Para mergulho, as excursões de snorkel com raias-jamanta saem da marina principal e custam entre 80 e 120 euros por pessoa, dependendo do operador. As raias são dóceis e se aproximam porque os guias locais alimentam o ponto há décadas.
Vale a pena ir uma vez, mas procure operadores que não alimentam os animais durante o passeio, para preservar o comportamento natural deles.
Última Parada: Moorea e as montanhas mais dramáticas da Polinésia
Moorea fica a 17 quilômetros de Tahiti e o ferry leva 30 minutos. É a ilha com o perfil de montanha mais fotogênico de toda a Polinésia Francesa: o Monte Rotui e o Monte Tohivea formam silhuetas que parecem cenário de filme de aventura.
Tem um detalhe importante sobre Moorea que poucos guias mencionam: a ilha tem apenas uma praia pública, a Plage du Temae. Todo o resto do litoral é de acesso privado, ligado às hospedagens.
Por isso, a escolha do airbnb ou pousada aqui é mais estratégica do que em qualquer outra ilha: se o seu alojamento não tiver acesso à praia, você vai precisar fazer day-use nos resorts para chegar na água.
Eu fiquei em um airbnb com praia particular. O acesso era por uma trilha de pedras de dois minutos, o que para mim foi perfeito: acordar, pegar uma prancha de SUP que estava no quintal e entrar no mar antes do café.
Esse tipo de detalhe, que só aparece quando você lê as avaliações com atenção, faz toda a diferença em Moorea.
O Que fazer em Moorea: Mirantes, Culinária e Baleias
O Belvedere Lookout é o mirante mais famoso de Moorea e aparece em praticamente toda foto promocional da ilha. A vista das duas baias, Opunohu e Cook, com as montanhas ao fundo, é a imagem mais reproduzida da Polinésia Francesa depois dos bangalôs de Bora Bora.
Chegar de carro leva cerca de 20 minutos da costa e a estrada é bem sinalizada.
Fiz uma aula de culinária polinésia por meio de uma experiência do Airbnb com uma moradora local. Em duas horas, aprendi a preparar o poisson cru do zero, incluindo como espremer o leite de coco fresco na mão. A textura das fibras do coco na palma é algo que você lembra toda vez que come o prato depois.
Moorea também é um dos pontos mais conhecidos para observação de baleias-jubarte entre julho e outubro, segundo dados da Direction des Ressources Marines de Polynésie Française. Não consegui fazer esse passeio durante minha estadia, e foi minha única frustração no mês inteiro. Se for na temporada certa, não deixe para depois: as saídas lotam rapidamente.

Day-Use no Sofitel de Moorea: Vale a Pena?
Fiz um day-use no Sofitel Moorea Ia Ora Beach Resort durante minha semana na ilha. O acesso à praia particular do resort, às piscinas e ao restaurante custou cerca de 80 euros por pessoa na época, com consumação incluída.
Vale a pena se você quiser experimentar a estrutura dos resorts de bangalô sem pagar uma diária completa. A praia do Sofitel tem o fundo de areia fina e as águas calmas da laguna, com os bangalôs ao fundo formando aquele visual clássico.
Para o almoço, o poisson cru do restaurante era bom, mas o que encontrei no mercado de Papeete continuou sendo a referência.
Confirme os valores e a disponibilidade do day-use diretamente com o hotel antes de ir, pois as condições mudam por temporada e nem sempre estão disponíveis para visitantes externos.
Roteiro Polinésia Francesa: Tabela de Dias por Ilha
Para organizar a viagem de forma prática, eu montei a tabela abaixo com o tempo mínimo e o tempo ideal para cada ilha, baseado no roteiro que vivi e nas conversas com outros viajantes que conheci por lá.
| Ilha | Tempo Mínimo | Tempo Ideal | Destaque Principal |
|---|---|---|---|
| Tahiti | 2 dias | 4 dias | Mercado de Papeete, Teahupoo, volta de ônibus |
| Raiatea | 2 dias | 3 dias | Sítio arqueológico Taputapuātea, laguna de caiaque |
| Huahine | 2 dias | 3 dias | Laguna dupla, baunilha, vida local autêntica |
| Bora Bora | 4 dias | 10 dias | Monte Otemanu, mergulho com raias, moto pela ilha |
| Moorea | 3 dias | 7 dias | Mirante Belvedere, montanhas, baleias-jubarte |
Os tempos acima refletem minha experiência pessoal e podem variar de acordo com o ritmo de cada viajante e os interesses específicos de cada um. Quem quer fazer mergulho extensivo em cada ilha vai precisar de mais dias; quem prefere só a vista e os mirantes consegue cumprir com menos.
Quando ir à Polinésia Francesa: Melhor Época por Atividade
A Polinésia Francesa tem dois grandes períodos climáticos, segundo dados da Météo France Polynésie: a estação seca, de maio a outubro, com temperaturas entre 22°C e 29°C e menor probabilidade de chuva; e a estação úmida, de novembro a abril, com calor mais intenso, umidade elevada e ciclones ocasionais.
A estação seca é a preferida pela maioria dos viajantes e também pelo turismo de lua de mel. Julho e agosto são os meses mais movimentados, o que significa voos mais caros e hotéis com menos disponibilidade.
Eu estive em agosto e confirmo: mesmo na alta temporada, a sensação de lotação que a gente tem em destinos de massa da Europa não existe aqui.
- Para quem quer observar baleias-jubarte, o período é de julho a outubro;
- Quem quer surfar ou apenas assistir o surfe de elite, o campeonato da WSL em Teahupoo acontece geralmente em agosto;
- Para quem quer mergulho mais barato e menos turistas, maio e junho são a janela mais equilibrada.
Aviso Sobre Condições Climáticas
As informações climáticas acima são baseadas em padrões históricos e em dados de órgãos meteorológicos oficiais. O clima pode variar de forma imprevisível e algumas atividades, como passeios de barco e trilhas, dependem das condições do dia. Confirme sempre com os operadores locais antes de fechar qualquer passeio.
Quanto custa viajar para a Polinésia Francesa?
A Polinésia Francesa é um dos destinos mais caros do mundo quando se fala em hospedagem de resort. O franco CFP (XPF) é a moeda local, e o custo de vida é elevado por razões estruturais: tudo o que não é produzido localmente precisa ser importado, o que encarece alimentos, combustível e materiais de construção.
Dito isso, é possível fazer a viagem com um orçamento bem diferente do que os pacotes de luxo sugerem. Em airbnbs e guesthouses locais, eu gastava entre 80 e 150 euros por noite para casal. As refeições no mercado e nos restaurantes locais custavam entre 10 e 20 euros por pessoa.
O custo alto vem mesmo do voo internacional e dos voos entre ilhas.
Um roteiro de duas semanas para casal, com voos domésticos, hospedagem em airbnb e alimentação nos restaurantes locais, costuma sair entre R$ 11.000 e R$ 15.000 por pessoa, dependendo de onde você parte.
Os valores acima são referências baseadas na minha experiência e podem variar significativamente. Confirme preços atuais nas plataformas e companhias aéreas antes de fechar qualquer reserva.
Como economizar na Polinésia Francesa sem abrir mão do conforto
Algumas escolhas concretas que me ajudaram a controlar o orçamento durante o mês todo:
- Airbnbs na ilha principal em vez de atóis: o preço cai à metade e a experiência é mais autêntica
- Aluguel de carro ou moto para dar a volta nas ilhas: mais barato que tour organizado e muito mais flexível
- Mercado de Papeete para refeições: o poisson cru do mercado custa menos que um cappuccino em aeroporto europeu
- Voos domésticos comprados com antecedência via Air Tahiti: os preços sobem muito quando a rota enche
- Planejar o roteiro para minimizar idas e vindas a Tahiti: cada trecho extra é um custo a mais
Para internet durante a viagem, um eSIM comprado antes de embarcar é mais barato e prático do que o chip local. Veja o nosso post sobre chip internacional e como escolher o melhor para entender as opções disponíveis para a Polinésia.
Para ficar conectado nas ilhas sem depender de wi-fi de hotel, veja as opções de eSIM para Polinésia Francesa na Airalo antes de embarcar.
O que fazer na Polinésia Francesa: Lista Por Ilha
Para facilitar o planejamento, reúno aqui as experiências que realmente valem a pena em cada ilha, baseadas no que eu vivi. Não é uma lista exaustiva: é uma curadoria de quem passou um mês e viveu o destino de dentro para fora.
Tahiti
- Mercado de Papeete logo cedo: chegar antes das 7h para pegar o movimento dos moradores locais
- Passeio de ônibus pela costa sul até Teahupoo: a vista da onda do ponto da estrada já impressiona
- Volta à ilha de ônibus com paradas em cachoeiras: o Faarumai Waterfalls é acessível e vale
- Tatuagem polinésia tradicional: pesquise tatuadores com referência, o processo é longo e irreversível
- Museu de Tahiti e das Ilhas: contexto cultural que transforma o resto da viagem
Raiatea
- Sítio arqueológico de Taputapuātea: Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, com um peso histórico que você sente nos pés ao caminhar pelos maraes
- Caiaque pelo atol em frente à hospedagem: a água é tão rasa que você enxerga o fundo a cada remada
- Volta à ilha de carro: sem pontos turísticos marcados, só estrada, mar e silêncio
Huahine
- Laguna dupla de barco ou caiaque: a tonalidade da água muda de acordo com a profundidade do fundo
- Plantações de baunilha: algumas fazendas recebem visitantes e vendem direto
- Simplesmente andar pela vila: Fare, a principal vila de Huahine, tem cafés, uma padaria e moradores que cumprimentam quem passa
Bora Bora
- Moto pela ilha principal: o trajeto completo é menos de 30 quilômetros e você para onde quiser
- Trilha até o Col de la Matira: vista das duas lagunas ao mesmo tempo
- Mergulho com raias-jamanta: escolha operadores que não alimentam os animais durante o passeio
- Almoço local fora dos resorts: na vila principal existem alguns restaurantes simples com preços honestos
Moorea
- Belvedere Lookout: a vista mais famosa da Polinésia Francesa, acessível de carro
- Aula de culinária com moradora local: procure experiências locais em plataformas de hospedagem
- Day-use em resort de laguna: se quiser experimentar os bangalôs sem pagar a diária
- Passeio de observação de baleias-jubarte (julho a outubro): reserve com antecedência, os passeios enchem rápido
Documentação, visto e dicas antes de ir
A Polinésia Francesa é um território ultramarino da França. Brasileiros não precisam de visto para estadias de até 90 dias, mas precisam apresentar passaporte válido, comprovante de hospedagem, passagem de volta e seguro saúde válido para o período. As regras de entrada podem mudar: confirme sempre no site do consulado francês antes de viajar.
O idioma oficial é o francês, mas o tahitiano é amplamente falado. Nas ilhas menores, falar algumas palavras em tahitiano, como ia ora na para ‘olá’ e māuruuru para ‘obrigado’, muda completamente a forma como os moradores te recebem. É esse tipo de detalhe que transforma uma visita turística em uma troca real.
Leve protetor solar mineral, não o filtro solar convencional com oxibenzona, que está proibido na Polinésia Francesa por danos comprovados aos corais. A fiscalização nos pontos de mergulho é real e os produtos são apreendidos. A Administração da Polinésia Francesa regulamentou a proibição em 2020 e mantém a aplicação ativa.
Um bom seguro viagem permite aproveitar a Polinésia Francesa com muito mais tranquilidade, principalmente em um destino formado por diversas ilhas.
Conectividade nas Ilhas: Internet e eSIM
A cobertura de dados nas ilhas principais é razoável, mas nas ilhas menores e nos atóis pode ser irregular ou inexistente. Em Raiatea e Huahine, eu ficava sem sinal em algumas partes da ilha durante passeios de carro.
Comprar um eSIM antes de embarcar é a forma mais prática de garantir conexão nas áreas com cobertura, sem depender do wi-fi dos hotéis. A Airalo tem planos para a Polinésia Francesa que funcionam bem nas ilhas principais. Para entender como os eSIMs funcionam e como ativar sem complicação, veja nosso post sobre eSIM internacional: qual é o melhor e como usar.
Vale a pena fazer um roteiro pela Polinésia Francesa?
Um roteiro Polinésia Francesa bem planejado vai muito além dos bangalôs sobre a água de Bora Bora. As ilhas menos visitadas, como Huahine e Raiatea, guardam uma autenticidade que cada vez é mais rara no turismo mundial.
A tatuagem que eu fiz em Tahiti, a aula de culinária em Moorea, o caiaque no atol de Raiatea ao amanhecer: essas são as memórias que ficam, não o nome do resort no cartão de embarque.
Se você quer planejar uma viagem para a Polinésia Francesa fora do óbvio, o primeiro passo é abrir a agenda e calcular quantos dias você tem. Com duas semanas, já dá para sentir o destino de verdade. Com um mês, você pode virar local por um tempo. E se quiser continuar explorando destinos de natureza fora do óbvio, veja também nossa lista dos 25 melhores lugares para viajar no mundo para a sua próxima aventura.
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Perguntas frequentes
Para duas semanas, o roteiro que funciona melhor inclui quatro dias em Tahiti, dois a três dias em Moorea (de ferry, 30 minutos) e cinco a seis dias em Bora Bora, com uma noite em Raiatea ou Huahine se houver flexibilidade de voo. É o roteiro que cobre as diferenças de paisagem, montanha e laguna sem correria excessiva.
Os custos variam muito dependendo do tipo de hospedagem. Em resorts de luxo, as diárias em Bora Bora podem ultrapassar 1.500 dólares por noite. Em guesthouses, a hospedagem custa entre 80 e 150 euros por noite para casal. O voo internacional e os voos domésticos entre ilhas são os maiores custos fixos.
A estação seca, entre maio e outubro, é a mais indicada para a maioria das atividades: temperatura entre 22°C e 29°C, menos chuva e mar mais calmo. Julho e agosto têm mais turistas e preços mais altos, enquanto maio e junho oferecem um equilíbrio entre clima bom e menor movimento.
Moorea tem as montanhas mais dramáticas de toda a Polinésia Francesa e uma estrutura melhor para hospedagem fora de resort do que Bora Bora. A única atenção é que a ilha tem apenas uma praia pública, então a escolha da hospedagem com acesso ao mar é estratégica.
Os voos domésticos da Air Tahiti são a principal opção para cobrir distâncias maiores, com rotas partindo de Papeete. Entre Tahiti e Moorea, o ferry é a opção que custa muito menos que o voo. Entre Raiatea, Bora Bora, Taha’a e Huahine, existe o ferry.






